
O ano inteiro do Egito dependia de uma estrela: quando Sirius reaparecia pela primeira vez no céu do amanhecer depois de semanas invisível, a cheia do Nilo estava perto, e com ela o solo fértil que alimentava o reino. O calendário egípcio começava com esse nascer. Uma estrela, um rio, o relógio de uma civilização, sincronizados por três mil anos. A astronomia nunca foi só observar as estrelas; era sobrevivência.
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